Presidente do TSE anuncia proposta de premiação a institutos de pesquisa que mais acertarem os resultados das eleições
Presidente do TSE, Kássio Nunes Marques Luiz Roberto/TSE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou nesta terça-feira (...
Presidente do TSE, Kássio Nunes Marques Luiz Roberto/TSE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou nesta terça-feira (14) a intenção de criar um selo de acurácia eleitoral para premiar os institutos de pesquisa que mais acertarem os resultados das eleições. A minuta com a proposta de premiação foi apresentada em reunião com 16 institutos de pesquisa no TSE. O encontro foi marcado a pedido do ministro Nunes Marques após a interrupção em junho do julgamento que discute decisão individual do próprio presidente da Corte Eleitoral, que determinou a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto AtlasIntel. A pesquisa apontou, em maio, queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, após após o vazamento de um áudio em que o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme sobre Jair Bolsonaro (veja mais abaixo). "É chegado o momento da Justiça Eleitoral laurear as empresas que a cada ciclo dedicam os seus maiores esforços em favor da democracia. Essa iniciativa destina-se ao reconhecimento das entidades cuja estimativas apresentem o maior grau de aderência dos resultados oficiais das eleições", disse o ministro. Os institutos de pesquisa terão até sexta-feira (17 de julho) para enviar contribuições sobre a proposta. Essas contribuições, de acordo com o presidente do TSE, servirão para a definição dos critérios dos ganhadores da premiação. Segundo Nunes Marques, as pesquisas eleitorais ocupam posição de relevância no debate público. "O eleitorado brasileiro atribui significativo valor às informações por elas produzidas, que se consolidaram como sustentáculo na compreensão da dinâmica eleitoral, possuindo impacto efetivo no engajamento desse processo", acrescentou o ministro. "Em um cenário de constante evolução das metodologias de coleta de dados, dos hábitos de comunicação da sociedade e das formas de interação entre os eleitores, o aprimoramento permanente das pesquisas constitui desafio compartilhado por toda a comunidade científica e pelas instituições que atuam no processo democrático". Pesquisa AtlasInel O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou, em decisão indiviual depois levada à julgamento do colegiado de ministros, a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação da pesquisa do Instituto AtlasIntel. A pesquisa apontou, em maio, queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. A divulgação do levantamento ocorreu após o vazamento de um áudio de uma conversa do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme sobre Jair Bolsonaro. Kassio Nunes Marques analisou uma representação do PL, partido de Flávio Bolsonaro. A legenda alegou ao TSE que o questionário do instituto teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre o senador, criando uma narrativa acusatória. Em nota, à época, o insituto afirmou que respeitava a decisão do ministro e que estava fornecendo informações sobre a metologia da pesquisa. "A situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo", disse a AtlasIntel. Julgamento em plenário A análise em plenário foi interrompida a pedido da ministra Estela Aranha para ter mais prazo para avaliar o caso. A decisão individual de Nunes Marques segue valendo até a retomada do julgamento, o que não tem previsão para ocorrer. Na sessão, ministros destacaram o impacto do caso para todas as campanhas e o presidente do TSE indicou que abriria um canal de diálogo com institutos de pesquisas para debater critérios para os levantamentos.